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quinta-feira, novembro 12

Exposições de Pintura / Escultura

A Direcção da Galeria Geraldes da Silva, e os artistas Fernando Martins, Armando Martínez e Antonio López Cerezo convidam Vª Ex.ª, família e amigos para as Exposições Individuais de Pintura e Escultura, cujas inaugurações terão lugar, em simultâneo, nas instalações da Galeria Geraldes da Silva na Rua de Santo Ildefonso, 225/229, no dia 14 de Novembro de 2009 (sábado) pelas 17H00.



ANTONIO LOPÉZ CEREZO (Pintor e Arquitecto)

Cresceu com leite e óleos quase em partes iguais, formou-se entre ateliês de diversos artistas, gabinetes de arquitectos, a escola de Belas Artes de Madrid e a Escola Técnica Superior de Arquitectura, também de Madrid, onde se formou como arquitecto.

Desde o seu começo obteve distintos prémios e galardões, tanto em pintura como arquitectura (Círculo de Belas Artes – Monumento à Paz – Galeria Abril, Galeria Ansorena e Bienais Universitárias entre outros).

As suas últimas exposições individuais foram em Madrid : Galeria COAM (2005), e Centro Árabe-Sírio (2008) ; colectivas : Galeria Ángeles Penche (Madrid 2007), GóisArte (Portugal 2007,2008 e 2009), Oroso Artes (Galiza 2007 e 2008) e convidado no II Salão Internacional de Artes Plásticas (São João da Madeira 2009) e pela AAAGP (Associação de Amizade e das Artes Galego-Portuguesa) em “Toxos e Flores” Ferrol (Corunha).

Actualmente expõe em DadoDadá Club de Jazz (S. de Compostela) e prepara uma exposição para Madrid.

Durante os últimos anos, a sua actividade profissional densenrolou-se entre o seu gabinete de pintura e desenho, a preparação de alunos de belas artes e arquitectura, distintas colaborações em projectos arquitectónicos e o desenrolar do seu “ diko-mou”, a sua obra própria.


ARMANDO MARTÍNEZ (Escultura)

Nasceu em Hermida, na província de Pontevedra em 1955.

Aos 23 anos vem para Portugal, residindo em Coimbra durante ano e meio. Aí começa a trabalhar a Madeira, tendo sido apoiado por alguns amigos portugueses. Parte depois para Barcelona, Paris e Itália, reside durante 3 anos na Reggio Emilia e nesta cidade começa a ver o seu trabalho reconhecido.

Actualmente vive em Vigo depois de algum tempo em Edimburgo. Fez exposições individuais em Portugal, Espanha, Itália e está respresentado em vários museus de Itália e Portugal. O seu nome encontra-se referenciado numa imensa bibliografia.

(…) a dureza do granito ou a macieza da Pedra de Ançã e da Madeira, mais não são que pré-textos onde Armando Martinez inscreve com precisão e obstinação um texto com as regras essenciais da sua gramática escultórica… Os seus trabalhos, geralmente, sao esculpidos no local onde vao ficar. A pedra é colocada em bruto e, a partir de esboços, a obra surge depois de dias, semanas e até meses de labor, no local e ao vivo. Martinez é o escultor galego com mais obras em espaços públicos em Portugal.


FERNANDO MARTINS (Pintura / Escultura / Cerâmica)

- Nasce em Vale de Canas, Coimbra em Fevereiro de 1957

- Expõe regularmente desde 1986:
* Portugal, Espanha, Bélgica, Holanda, Escócia.

- Escultura Monumental:
- Miranda do Corvo (2); Coimbra; Oliveira de Azeméis (co-aut.); Barreiro; Loriga; Alvoco da Serra; Penha Garcia; Massamá, Sintra (Portugal). Pontevedra; Sigueiro-Santiago de Compostela; Tui (Espanha);

Colaborações:
-Monum. Inês de Castro-Montemor-o-Velho
-Monum. Solidariedade-Góis
-Monum. Cabouqueiro-Ataíja de Cima.

- Painéis de Azulejo em diversas instituições públicas;

- Capas para edições literárias;

- Guarda-roupa e adereços para produções teatrais.

segunda-feira, maio 12

Agrigento Arte - Colectiva Italiana

Exposição Colectiva de Pintura Italiana


“Agrigento Arte”


de 10 a 20 de Maio de 2008

Rua Santo Ildefonso, 225/229
4000-470 Porto
Perto do Coliseu (entre o Largo do Padrão e Praça dos Poveiros)

Horário: 2ª-feira a Sábado das 10h às 13h e 14h30 às 19h

E-mail:
geral@geraldesdasilva.pt

terça-feira, abril 8

Maria Lúcia Panicucci - Exposição de Pintura

EXPOSIÇÃO DE
PINTURA BRASILEIRA
Horário:
Das 10H00 às 13H00 e das 14H30 às 19H00 (Seg a Sáb)
Visões de São Paulo
Com 11 milhões de habitantes no município e 20 milhões na região metropolitana, São Paulo é a maior cidade do hemisfério sul e uma das maiores do mundo.Em sua malha viária, de aproximadamente 15 mil quilómetros, é intensa a circulação de pessoas e a movimentação de mercadorias que compartilham, necessariamente, o mesmo espaço urbano.É impressionante como a cidade vibra.Nela são comuns os estabelecimentos comerciais que funcionam em horários expandidos e até alguns que não fecham nunca suas portas.A vida cultural é intensa em São Paulo.Apesar de seus problemas, decorrentes da concentração humana e do excesso de veículos, seus habitantes gostam de viver nela, apreciam seus bairros, parques, ruas, avenidas e praças, até alguns de seus disparates.Sem a poluição visual que agredia os olhos da população, a cidade ficou melhor.Entre as pessoas que vêem com olhos amorosos a cidade de São Paulo está a pintora Maria Lúcia Panicucci. Arquitecta de formação e dirigente de uma empresa da área da construção civíl em São Paulo, quando aderiu à pintura, na segunda metade da década de 90, elegeu a paisagem urbana de São Paulo como seu leitmotiv.Ela, que contribui com seus projectos para a construção de uma nova cidade é atraída frequentemente em suas pinturas por edificações mais antigas, no estilo neoclássico e suas diluições, trazido ao Brasil, por ordem de D. João VI, pela Missão Artística Francesa, que chegou ao Brasil em 1816, trazendo entre seus profissionais especializados o arquitecto Grandjean de Montigny.Este estilo, que se estabeleceu inicialmente no Rio de Janeiro e outras capitais litorâneas, logo se espalhou por outras cidades brasileiras.Mas, em última análise, o que atrai mesmo Maria Lúcia Panicucci são os grandes espaços urbanos e os grandes espaços internos.A série exposta na Galeria Geraldes da Silva inclui duas panorâmicas do centro antigo da cidade, que se formou em torno do Pateo do Collegio, construído pelos jesuítas portugueses no local em que foi celebrada a primeira missa na cidade e que hoje abriga a cripta do Pe. José de Anchieta.Inclui ainda outra panorâmica, da Praça Nossa Senhora Aparecida - padroeira do Brasil - localizada no bairro de Moema, de formação bem mais recente.Ainda no centro histórico, Panicucci recriou o Vale do Anhangabaú, hoje um enorme calçadão arborizado sobre um entroncamento rodoviário, com o tradicional Viaduto do Chá ao fundo.A área, no primeiro quartel do século XIX, era uma chácara pertencente ao Barão de Itapetininga e, posteriormente, à Baronesa de Itu.Voltando para trás seu ângulo de visão, ela pintou o belo Viaduto Santa Ifigênia, localizado no mesmo vale, construído entre 1911 e 1913 com projecto italiano e materiais belgas.Ainda no centro antigo da cidade - que a Associação Viva o Centro luta para reintegrar à vida social e económica da metrópole - ela deu nova vida pictórica, no Largo São Francisco, à Escola de Comércio Álvares Penteado, e a um interior da monumental Faculdade de Direito, também conhecida como "As Arcadas", criada por lei imperial poucos anos depois da independência do Brasil e destinada inicialmente a formar governadores e administradores públicos.Trata-se de uma bela pintura, que capta a luz filtrada que entra no grande espaço interno pelas portas encimadas por arcos criando um clima de paz e reflexão, em contraste com a agitação que se sabe existir lá fora, no largo em que o prédio se encontra, e que abriga também, paradoxalmente, dois oásis de tranquilidade: o Convento de São Francisco e a Igreja da Ordem Terceira da Penitência.Dando preferência ao centro, ela pintou também, por fora e por dentro, a Catedral Metropolitana da Sé, um dos cinco mais importantes templos góticos do mundo, inaugurada em 1954 durante o quarto centenário de São Paulo.E afastando-se um pouco da Praça da Sé, marco zero da cidade de São Paulo, ela recriou o Museu do Ipiranga, hoje Museu Paulista e integrado à Universidade de São Paulo, construído às margens do rio Ipiranga, onde D. Pedro I, em 7 de Setembro de 1822, proclamou a independência do Brasil.De modo geral, a pintura de Maria Lúcia Panicucci é harmoniosa, não estabelecendo contrastes fortes de cor; é diluída, quase imaterial, sensível, emocional.As formas são frequentemente delimitadas, mas de forma suave, baixa, agradável à vista. Sua pintura está mais para uma música de câmera do que para uma sinfonia.

Enock Sacramento
Membro da Associação Internacional de Críticos de Arte, Paris
A Direcção da Galeria Geraldes da Silva em conjunto com as organizadoras / curadoras Maria dos Anjos Oliveira / Tânia Sciacco e a artista Maria Lucia Panicucci, convidam Vª Ex.ª, família e amigos a visitarem a Exposição de Pintura cuja inauguração terá lugar na Galeria Geraldes da Silva na Rua de Santo Ildefonso, 225/229, no dia 12 de Abril de 2008 (sábado) pelas 17H00.

segunda-feira, fevereiro 4

Exposição de Pintura: «Falco Oport-uno» de Joaquim Falcó de 09 a 29 Fevereiro 2008

CONVITE
A Direcção da Galeria Geraldes da Silva e o artista Joaquim Falcó (Espanhol), convidam Vª Ex.ª, família e amigos a visitarem a Exposição de Pintura cuja a inauguração terá lugar na
Galeria Geraldes da Silva, sito Rua de St.º Ildefonso, 225/229,
no dia 09 de Fevereiro 2008 (sábado) pelas 17H00.

Com a participação dos seguintes artistas (espanhóis):
Rosiano (1º Piso)
Emilio Romero, Alejandro Tosco, Pablo Martin (2º Piso)

Tel: 223 403 906 / 968 999 197

quarta-feira, outubro 31

Exposição de Pintura Luso-Brasileira

Artistas Presentes:

Adriana de Castro

Christiano Cabrera

Cristiana de Freitas

Dacha

Eusanete Sant Anna

Fernando Feierabend

João Dias

Kelva

Marcelo Simioni

Márcio Schiaz

Maria Lucia Panicucci

Mariluci Jung

Marize Bodini

Norma Vilar

Renata Meirelles

Sonia de Abreu

Theresa Neves


Wall Veloso

segunda-feira, junho 4

Exposição de Pintura Luso-Brasileira com Carlos Inácio e Erisson «Uma Expressão Viva do Grito Vital do Ser Humano»





Se o “fim oficial” da Idade Média termina com o século XV (1492 ?), de facto ela prolonga-se pelo século XVIII e XIX. Do ponto de vista da economia, da vida social, da política e quiçá da arte, nada de fundamental mudou até ao período contemporâneo.
Se do ponto de vista económico tudo continua a epicentrar-se na agricultura, do ponto de vista social mantém-se um sistema hierárquico em que a nobreza ocupa o topo da pirâmide. No que diz respeito à ordem política continua a vigorar o sistema teocrático das monarquias. É certo que a arte e a cultura dos séculos XV e XVI assistiram a mudanças profundas mas de todo radicais.
No essencial a arte e a cultura moderna são uma cópia fiel ou idealizada da observação da natureza. O re/nascimento humanista e naturalista, a invenção da imprensa escrita, os descobrimentos de novos mundos, a cisão religiosa da cristandade (reforma / contra-reforma) se bem que muito importantes, será que são factores suficientemente relevantes para redefinir um novo período? No dizer do historiador medievalista já octogenário Jacques Le Goff, o fenómeno verdadeiramente determinante e que emerge no século XVIII, fruto da Revolução Industrial (Inglaterra) e da revolução político-ideológico-filosófica (Revolução Francesa) é a ascensão do ateísmo e o crescimento de indiferença relativamente à religião.
Após a Revolução Francesa a palavra Arte adquire um significado diferente. A história da arte que até aqui era a história dos mestres de maior êxito e mais bem pagos, de que hoje nem os principais nomes conhecemos, passou a ser a história de um punhado de homens solitários, marginais, que tiveram a coragem e a persistência de questionar os academismos e formalismos de que era prisioneira. A nova arte é uma anti-arte, um protesto contra as convenções do passado e um manifesto sempre, sempre renovado da tradição do novo. Como predizia Nietzsche (1844 – 1900) na introdução ao O Anti-Cristo impunha-se uma nova visão do mundo: “ouvidos novos para música nova; olhos novos para ver o que está mais longe; uma consciência nova para verdades mudas até agora, e a vontade para a economia do grande estilo (…) a liberdade absoluta com respeito a si.”
Se toda a obra de arte é uma resposta a um problema, qual a questão, qual o problema com que os movimentos de vanguarda se debatiam? A arte ocidental nos fins do século XIX está perante um impasse, um problema. Qual? Como chegar a uma verdade mais profunda, mais simples, mais verdadeira, mais genuína, mais pura se todos os movimentos e tendências artísticas de momento tinham o mesmo denominador comum: rejeitara a arte como imitação ou aparência da natureza?
O movimento de vanguarda iniciado nos fins do século XIX e inícios do século XX a que impropriamente chamam de “arte moderna” caracteriza-se essencialmente por um processo radical de des/construção da cultura europeia e ocidental com todo o potencial de des/estruturação das nossas sociedades. Na base da revolta irracionalista contra a razão ocidental, está no dizer premonitório de Nietzsche o racionalismo dogmático da cultura europeia. Dionísio opõe-se naturalmente a Apolo, a cor ao desenho, o escravo ao senhor, tal como o irracional ao racional.
Muitas são as formas que esta revolta reveste. O movimento expressionista que encontrou solo fértil na Alemanha, é sem qualquer dúvida uma das mais significativas. Partindo do pressuposto de que a insistência da arte europeia na harmonia, beleza e polimento nascera da recusa em ser sincero, os expressionistas defendiam abertamente a necessidade de enfrentar os factos nus e crus da existência humana expressando através de sentimentos fortes a sua compaixão pelos deserdados da sorte, pela fealdade da vida real. Como dizia Nietzche “cumpre ser íntegro até à dureza nas coisas do espírito para poder suportar a minha seriedade e a minha paixão.” (…)
O importante da arte não era já a imitação da natureza, a precisão do desenho, a beleza natural ou ideal, mas a força e a expressão pura de sentimentos pela escolha de linhas, cores e movimentos, só aparentemente desgraciosos e desarmoniosos, o retorno à pureza da arte primordial e autêntica, o reencontro com a simplicidade e espontaneidade auto-expressiva da arte infantil e primitiva. O seu compromisso com o lado negro da vida foi tal que se tornou quase um ponto de honra dos expressionistas pintar feio, evitando qualquer detalhe de sugestões de beleza formal.
A exposição luso-brasileira patente na Galeria Geraldes da Silva – Porto, de 2 a 22 de Junho de 2007, dos pintores Erisson (Natal – Brasil) e de Carlos Inácio (Porto) são a expressão viva do grito vital do ser humano. A força expressiva das suas obras é evidente. Se o Erisson se afirma mais na vertente de um expressionismo gestual de linhas, movimentos e formas livres e espontâneas quase infantis, a pintura a óleo de Carlos Inácio é um exemplo vivo de um expressionismo existencialista. Se um transborda numa espontaneidade quase surrealista, o outro dilacera-se até à exaustão no toque e retoque de linhas, formas e cores. Duas formas diferentes de atingir o mesmo objectivo.

Porto, 11 de Maio de 2007
Abílio Afonso Ferreira
Prof. de Estética


sexta-feira, março 2

Institucion Ferial de Monzón apresenta «Itinerancia Arteria 2007» de 03 a 31 de Março de 2007


Y mirando atrás vemos las tres ediciones de Arteria, las noches bohemias en la nave metálica, los certámenes de Arte Joven, los concursos escolares para los más pequeños, las esculturas del simposium que engrandecen nuestra ciudad, las exposiciones en Madrid, Agrigento, Caltanissetta…
Los lugares recorridos son diferentes a los que nos quedan por conocer pero poco a poco tenemos el orgullo de compartir la aventura con amigos, que hicimos tras un cuadro colgado en la primera Arteria, y nos ayudaron a formar un equipo, un grupo , un proyecto basado en la ilusión por comunicar y descubrir.
En Oporto cambiaremos los nombres de nuestros anfitriones, ahora se llamarán Joao, Dao, Abilio, Paulo, Balsa… pero seguro que reconoceremos en ellos a otros que antes nos han ayudado en el camino.
Cada vez somos más y cada vez tenemos mas ganas de colgar en paredes de otros países a modo de tarjeta de visita, luego queremos conocer la cultura, la música, la gastronomía, las costumbres de nuestros anfitriones.
Cuando no se han apagado en nuestras retinas los neones del S. Francesco de Asís, el colorido mercado de Caltanissetta, la Grecia que atesora Agrigento, el atardecer en el castillo de Delia, los sensuales valles de la Sicilia interior camino de Palermo, el dios Etna enmarcado por el Teatro de Taormina …hacemos el equipaje, cada vez más ligero, para encontrarnos en la desembocadura del Rio Douro con las luces de las bodegas de Gaia, con la Tour Eiffel convertida en Ponte de D.Luis, con un café tomado en el Majestic dejando atrás el mercado de Bolhao, con unas excelentes «tripas» o «francesinhas», preparadas por ejemplo en el Kinay, con los azulejos de S.Ildefonso, con la melancolía de la música en el Rívoli o con la última conversación en el Guarani escuchando los ritmos del Fado. Luego en Arteria, abriremos las puertas de nuestro Aragón querido a todos aquellos que nos han acogido en anteriores etapas, tendremos amigos de París, sur de Francia, norte de Italia, Sicilia, Portugal y artistas de Brasil, Argentina, Cuba, Ecuador…
Y el camino sigue, y quien sabe, quizás en el año 2008 podamos reunirnos en una fiesta del Arte, en una exposición universal.


Gorgonio Sanjuán Castán
Director-Gerente de la Institución Ferial


ARTISTAS:
Africa Navarro / Alberto Ros / Alejandro Cortés / Ana Isabel Acosta Velasquez / Ana Muñoz / Ana Rincón / Angela Ibáñez / Angela Julve Givanel / Arantxa Urdániz / Begoña Maza / Begoña Sopena / Carla Justine / Carmen Giménez Tovar / Carmen Mainar / Coral Torrents / Divina Sabaté / Dori Serrano Otal / Emilia López Gimeno / Eugenio Pozo de los Santos / Fermín de Bedoya / Fernando Llorente Artigas / Francisco J. Marco / Isabel Díaz / Isabel Falcón / Isabel Miñana Serrano / Javier Urdániz / Jorge Freire / José Enrique González / José Luis Luna Lázaro / Julia Reig / Julio Cobo Puente / Katy Rocasolano Loriente / Leo Tena / Lola Catalá / Mª Angeles Alejaldre Casado / Mª Carmen Casas Gracia / Mª José Jiménez Usán / Mª Pilar de Miguel / Mª Rosa Gracia Gaudes / Mamen Domínguez González / Manuel Molano / María Jesús Benedicto Gil / Mariela G. Vives / Mario Bastor López / Miguel Angel Oliete / Miguel Sanza Pilas / Pablo Sampedro / Pedro de Miguel / Pepa Herrera / Teresa Chillida Higuera / Vicente Latorre


Rua Santo Ildefonso, 225/229 – Porto
Tel: 223 403 906 / E-mail:
geraldesdasilva@net.novis.pt
Horário: 2ª-feira a Sábado das 10h às 13h e das 14h30 às 19h

quarta-feira, dezembro 13

Semeando Sonhos / Re/criando Realidades

A pintura etno-antropológica de Raimundo Bida

No dizer do antropólogo Marc Auge, o mundo contemporâneo vive sobre o efeito cruzado de três transformações profundas, cuja modalidade essencial é o excesso: excesso de tempo (superabundância de acontecimentos), excesso de espaço (superabundância de espaço) e excesso de individualização (individualidades de referência). Com a voracidade e banalização dos acontecimentos gerados pela “aceleração” da história, acompanhado pelo estreitamento do mundo e pela multiplicação dos “não-lugares”, se por um lado é possível pela primeira vez na historia da humanidade pensar a unidade global, por outro lado também se criaram as condições reais e à escala mundial dos recrudescimentos dos particularismos étnico-antropológicos.
A problemática centro/periferia, global/local é de grande actualidade. A globalização ou mundialização é hoje um facto imutável em expansão contínua. É o novo nome do devir histórico da humanidade. Vivemos uma época de profunda mutação. Sente-se, que o período actual é de transição, até de crise naquilo que ele significa de risco e oportunidades.
Há quem hoje pense e diga alto e bom som que é preciso distinguir entre mundialização (um facto) e globalização (um discurso). Se a mundialização é interacção, multilateralismo, partilha de pertenças. A globalização é um discurso e instrumento de dominação e hegemonização. Ao universalismo, homogeneização unidimensional dos saberes e fazeres, ao império do “fast food”, os múltiplos movimentos de antiglobalização contrapõem a força viva das especificidades nacionais, regionais e locais. Depois do impessoalismo do comunismo, há sinais claros de oposição e rejeição à impessoalização do mercado e à homogeneização unidimensional, causadas pelo assalto técnico-industrial que ostensivamente ignora as especificidades, as diferenças que dão vida e sentido à realidade.
Paradoxalmente, o mundo hoje é cada vez mais uno e diverso. No momento em que a economia se mundializa e o Estado se internacionaliza, a sociedade diversifica-se, pulveriza-se, individualiza-se. Ganha uma paleta diversificada de cores. O novo centro do mundo é um centro feito de mil centros. No dizer do sociólogo Alain Touraine, “o mundo é cada vez mais um mundo de multi-pertenças”. Vivemos uma época de profundas mutações, de cruzamentos de culturas, de múltiplos saberes que resistem à tentativa hegemónica do unilateralismo e imperialismo americano. Os EUA são a nova Roma dos nossos dias.
A globalização apresenta-se-nos hoje, de forma particularmente intensa, ora como uma fatalidade – a da sujeição às orientações hegemónicas emanadas dos centros da decisão económica e política internacional – ora como uma utopia – a da aposta na procura de alternativas de cariz contra-hegemónico e emancipatório. No mundo globalizado do século XXI, é preciso pensar e actuar a partir da compreensão das autênticas tensões que o atravessam – isto é da diversidade e riqueza cultural dos povos, da complexidade das suas relações e da heterogeneidade das suas expectativas - , e não das ilusões de uma idílica aldeia global, sobretudo quando estas são construídas na base de uma suposta mas falsa uniformidade dos cidadãos à escala global.
Como diz Edgar Morin “A vitória será daqueles que souberem fazer a síntese entre a identidade cultural e a cidadania planetária.”
No continente americano, tal como na Europa e no mundo, confrontamo-nos com dois modelos de globalização: o modelo americano que aqui tem o nome de ALCA – um poderoso instrumento de pura e simples anexação das economias e culturas americanas pelo império dos EUA, e o modelo alternativo liderado pelo Brasil – o MERCOSUL. Com a consolidação e alargamento progressivo do Mercosul, que tem na Europa o seu modelo inspirador, o Brasil parece destinado a assumir a liderança moral de uma nova América Latina no novo contexto de um mundo global.
Quem conhece Raimundo Santos Bida, como eu o conheço, pois já comi muita sopa com ele, sabe com é um cidadão altamente comprometido com o seu povo, com a sua terra, com as suas raízes, com as suas ideias. Como artista plástico e como cantor, compositor e músico é um artista profundamente “engagé”. A sua obra multifacetada, não é obra de pura diversão, de mero devaneio, de arte pela arte. É tudo menos uma arte descomprometida. É um artista de intervenção, de profundos compromissos. Quando pinta ou quando canta, fá-lo com a mesma convicção e vigor com que fala sobre os assuntos mais banais. O Bida, tal como a região do Nordeste brasileiro, é uma terra de cores claras, límpidas, transparentes. O seu modo de estar na vida, tal como na pintura é de uma beleza cristalina, contagiante. Na simplicidade da linguagem formal e da brancura das cores, assim como no recurso genuíno à temática etno-antropológica, o artista nordestino e baiano regressando de uma forma singela à pureza originária das memórias de um passado ainda presente, projecta-se vigorosamente no futuro, pintando e cantando vibrantemente o quotidiano das gentes rurais da Baía, retratando as actividades agrícolas, as brincadeiras e o festejos. As suas telas profundamente coloridas, no dizer feliz de Diana Salvado, têm uma marca inconfundível: os pés descalços e grandes dos seus personagens, simbolizando as suas origens humildes e a sua ligação à terra “são uma homenagem à simplicidade das gentes do campo de poucos recursos”. Fazendo nossas as palavras de Diana Salvado, “As teias do capitalismo (que) já penetraram em quase todos os sistemas e territórios, dificilmente invadirão as telas do Raimundo.”

Semeando Sonhos / Re/criando Realidades

A eco-pintura de Totonho

Ao longo da minha vida ainda não me foi dada a possibilidade de experienciar olhos nos olhos, a beleza sublime da mãe natureza na sua exuberância tropical. Deve ser uma experiência inolvidável. Em contacto com a pintura transbordante de António Araújo Pereira (Totonho) também dificilmente ficamos indiferentes. Um regalo para os olhos, um motivo de preocupação para a mente. Se por um lado se nos revela como um hino e um cântico de louvor às origens matriciais da natureza mãe, por outro lado impõe-se-nos como um pungente grito de alerta face ao desvario, loucura e irracionalidade humana. As suas telas são um exemplo vivo da beleza das matas virgens assim como da deprimente devastação da mata atlântica.
Vivemos num tempo marcado pela destruição acelerada dos ecossistemas e da biodiversidade. A exploração irracional dos recursos naturais, principalmente os mais escassos ou frágeis pode levar à sua degradação ou mesmo ao seu esgotamento, com consequências imprevisíveis. Há quem apelide e bem, esta nova realidade de desequilíbrio crescente gerador de recorrentes irracionalidades, de terrorismo ecológico-ambiental. A natureza que outrora a ciência clássica identificava como uma estrutura de equilíbrio, de ordem, é hoje vista como um sistema dinâmico, aberto, instável e imprevisível. O “efeito borboleta” é o modelo inteligível da nova ciência do “caos determinista”. Nesta fase de transição paradigmática de desequilíbrios acrescidos, não podemos deixar de nos questionar. Precisamos de repensar o mundo, aprendendo a olhar a biodiversidade como subtil harmonia das parte do todo, respeitando o universo tal como ele é: uni/verso, unidade na diversidade. Os recursos naturais, sendo uma componente essencial à actividade económica, são hoje mais do que nunca factores de capital importância e de profundo significado político e humano. No dizer do sociólogo Boaventura de Sousa Santos, “a única utopia realista é a utopia ecológica e democrática”, a utopia do eco-desenvolvimento, do desenvolvimento sustentado.
Ao questionar-se a ruptura homem/natureza estão criadas as condições de superação da desumanização da natureza e a consequente desnaturalização do homem. Com a emergência da ecologia, a humanidade está vivendo uma verdadeira revolução coperniciana mas agora de sentido contrário. As grandes questões com que hoje nos debatemos recentram-se e ganham sentido ora polarizando-se por um lado em torno do homem e dos seus valores essenciais, ora por outro lado em defesa da natureza na sua visão global.
Tudo isto só foi possível graças ao desafio ecológico levado a cabo por artistas (eco-arte), filósofos (eco-filosofia), políticos (eco-política) e muitos, muitos cientistas de especialidades várias (eco-ciência). Fhilippe Descola, discípulo do antropólogo Claude Lévy-Strauss nomeia este novo olhar de Antropologia da Natureza. O homem não é um ser singular, uma espécie à parte da natureza, dissociado do vasto contexto em que está mergulhado. Como disse Edgar Morin, esse olhar é um paradigma perdido. Passado. Com a nova visão ecológica, o homem deixou de olhar só para si próprio e passou a ocupar-se também dos problemas da natureza ou melhor da inter-relação homem-natureza. Como nos diz o filósofo contemporâneo Alan Watts (1915 – 1973) “o nosso verdadeiro corpo não é só aquilo que está dentro da pele”. Tudo são relações, e nenhum limite é mais do que uma convenção. Como posso eu dizer quem sou, omitindo tudo o resto à minha volta?
Como é fácil de ver, Totonho é um ecologista militante. É um amante e admirador da natureza. A pintura luxuriante de Totonho insere-se neste grande movimento de renascimento da filosofia da natureza fortemente marcada por uma nova ética, uma ética ecológica à maneira de S. Francisco de Assis (1182 – 1226), na transição da Idade Média para o Renascimento.

segunda-feira, novembro 27

Totonho: Semeando Sonhos - Bida: Re/criando Realidades

Exposição de 02 a 31 de Dezembro de 2006

Rua Sto Ildefonso, 225/229 Porto.
Telefone: 22.3403906
Email: geraldesdasilva@net.novis.pt


Horário: Das 10H00 às 13H00 e das 14H30 às 19H00 (Seg a Sáb)


António de Araújo Pereira, mais conhecido como Totonho, nasceu em 1958, na Bahia, Brasil. Ele enveredou pelo caminho das artes ainda criança e realizou sua primeira exposição em 1973, no Bar Rouxinol em Capoeiruçu, vila onde passou parte de sua adolescência. Em1974 foi morar em Salvador, capital do estado da Bahia, e iniciou sua carreira artística participando de exposições coletivas.
Em 1982 Totonho conhece o artista plástico Gil Abelha. Este encontro significou o começo de um grande movimento artístico, cultural e social no Pelourinho. Juntos com outros artistas, fundaram a Associação dos Artistas Populares do Centro Histórico de Salvador.
Artista de formação autodidata, Totonho é um ecologista por convicção e sua obra reflete toda sua sintonia e sensibilidade com a natureza. Suas telas revelam-se meticulosas, mostrando simultaneamente a beleza das matas virgens e a deprimente devastação do planeta.
Totonho é muito mais que um típico artista naïf brasileiro, já que a sua técnica vai de par com motivos nem sempre tradicionais que o têm levado desde há muito para além das fronteiras. Assim, no seu currículo constam participações em vários salões, workshops e exposições em diferentes países como Brasil, Portugal, França, Espanha, Inglaterra, Bélgica, Suíça, Alemanha, Holanda, Canadá e os Estados Unidos.

Raimundo Santos Bida, nascido em 1971 em Nazaré das Farinhas – Bahia, começou a desenvolver seus dons artísticos ainda na infância. Com 10 anos pintou o seu primeiro quadro. Atraído pelas artes plásticas, abandonou o curso de desenho arquitectónico para assumir-se como pintor.
Através do artista plástico Gil Abelha, integra o movimento artístico do Centro Histórico de Salvador (Pelourinho), conhecendo vários artistas, tais como Totonho, Calixto Sales, Walba, Luis Lourenço, Edmundo Simas e o Marchand Evaldo Oliveira. Nesse mesmo ano filia-se na Associação de Artistas Populares do Centro Histórico de Salvador (AAPCHS), participando durante uma gestão do quadro directório. Em 1998 faz a sua primeira exposição colectiva, iniciando assim uma trajectória de várias exposições nacionais e internacionais. A temática da sua pintura é variada configurando-se dentro de muitas paisagens e personagens regionais do nordeste Brasileiro num contexto sócio-político e cultural muito específico. Alem de exercer a actividade de artista plástico, actua também como cantor, compositor e músico.

segunda-feira, novembro 13

Mostra Internacional de Arte























de 10 a 30 de Novembro de 2006

Horário:
Das 10H00 às 13H00 e das 14H30 às 19H00 (Seg a Sáb)

Rua Sto Ildefonso, 225/229 Porto. ) 22.3403906
Email: geraldesdasilva@net.novis.pt
Blog : http://galeriageraldes.blogspot.com/

sexta-feira, outubro 27

segunda-feira, outubro 16

Exposição Hispânica de Pintura e Escultura


“TEMPUS FUGIT”
Joaquin Balsa
Enriqueta Hueso (www.enriquetahueso.com)
João Alexandre
Chi-Chang
Anka Moldovan (www.ankamoldovan.com)
Javier Sánchez (www.jotasanchez.com)
Kishor (www.sanchezkishor.com)
Amparo Boluda
Carolina Coronado
Maria Jesus Soler
13 de Outubro a 04 Novembro de 2006
Horário:
Das 10H00 às 13H00 e das 14H30 às 19H00 (Seg a Sáb)

Rua Sto Ildefonso, 225/229 Porto. ) 22.3403906
Email: geraldesdasilva@net.novis.pt
Blog : http://galeriageraldes.blogspot.com/

sexta-feira, setembro 22

Exposição de Fotografia - Algis Griskevicius - Patente até ao dia 15 de Outubro de 2006



Biography

1980–1985 studied at the Vilnius Institute of Fine Arts. He has participated in exhibitions since 1986. The artist has arranged 30 personal exhibitions in Lithuania and abroad during this period. Besides painting he has worked in the fields of poster art, book illustration, set design, sculpture and photography. His works have been acquired by Lithuanian Art Museum, Vilnius, Lithuania M.K. Èiurlionis National Museum of Art, Kaunas, Lithuania Ethnographic Museum of Alytus, Lithuania Lithuanian Theatre, Music and Cinema Museum, Vilnius, Lithuania Tretyakov Art Gallery, Moscow, Russia Museum of Fine Arts, Yekaterinburg, Russia The Jane Voorhees Zimmerli Art Museum (Dodge collection), New Jersey, USA art collectors in various countries.


Crítica sobre o seu trabalho:
Algis Griskevicius is best known as a painter who occasionally also creates sculptures. However, photography has always been present in his paintings too. Not just because photos look faithful to reality (although the imitative nature of his paintings is only a disguise), not just because they often give an impression of accidental snapshots, but mainly because the artist likes using photography as a way of sketching as well as of memorising impressions, which he has been doing since 1980. What is painted has been photographed in the first place. But photography is handy not only as a tool to enhance memory. It has become instrumental in the artist’s relationship with reality. The content of his photographs is not social. You will not learn anything about the hard lives of the poor, or find an answer to the riddle of the meaning of life. It is not erotic, although the pictures teem with naked bodies, or political. Neither is it documentary (what is pictured is not reality) or intended to impress. In fact, these photographs are just short ironic stories. As a photographer, Griskevicius is a director. With the exception of a few 'domestic' observations, everything is a performance... Agne Narusyte 'Life is Theatre' (Lithuania in the World, 2004, No.1)