sábado, dezembro 9




Margens

As pontes atravessam as correntes. As águas seguem apressadas e descansam na ria. Tudo tem a ver em que margens os olhares se cruzam.
Perto ou longe, árvores respiram e as nervuras das folhas contam histórias que mudam todas as estações. Os seus troncos formam corpos que se debatem, desafiando os ventos.
Nas expressões diferentes, mas que tal como as pontes nos ligam, registamos em apontamentos de cor, dentro dos limites das formas, mas que pretendemos que nos levem a criar outras memórias, como quem faz anotações num bloco de notas para próximos projetos.





Amarmus é um projecto originado no trabalho anterior do autor, Etérium, onde Paulo Teixeira Lopes aborda, de forma filosófica e na visão do mesmo, relacionamentos afectivos e outros e como estes proporcionam evolução e alteração das condições de vida do ser humano.
É na Arte que o autor se sente à vontade para explorar questões controversas, abordando temas profundos e que, baseado na sua própria experiência vivêncial e de observador, de outra forma não passariam de meras palavras sujeitas a criticas cegas da sociedade. Nas artes plásticas Paulo Teixeira Lopes, explora através dos ritmos, da cor e da volumetria, técnicas de comunicação em que alia permanentemente outras áreas que dominem todo o panorama dos sentidos, recorrendo aos seus convidados que com ele embarcam de alma e coração nos seus projectos. Amarmus tenta desmontar o sentido do termo ‘amor’, nas suas vertentes sociais e culturais. Manifestando o objectivo de tocar profundamente as consciências individuais e colectivas, o artista obriga-nos a refletir e analisar em pormenor os nossos referenciais de forma a percebermos o caminho que tomamos e as decisões que nos definem.
É pois Amarmus, algo mais que somente artes plásticas, é a forma de comunicação abrangente que o meio artístico nos proporciona, afetando egos e proporcionando, segundo o autor, ‘um maior auto conhecimento e auto estima através do conhecimento melhorado do EU’. São as artes plásticas um meio de comunicar não só ideias, mas muito mais, completos estados de espírito que nos dão a sensação de ficar saciados e completos. Amarmus toca na ferida e provoca dor, mas num sentido de reconhecimento e cura, na delícia do sentir da arte de Paulo Teixeira Lopes.

terça-feira, outubro 31


Inaugura dia 04 Novembro às 17h30, na Galeria Geraldes da Silva. Exposição Trabalho Final 2017 reúne uma mostra do Trabalho Final de Curso de quinze formandos finalistas do Curso Profissional de Fotografia 2015-2017, do IPF Porto.

Autores: Adriana Silva, André Rolo, Barbara Almeida, Carla Silva, Hélder Oliveira, João Cabral, Joana Gonçalves, José Alves, Luís Vilaça, Nelson Pestana, Nuno Calisto, Pedro Malheiro, Rodrigo Delgado, Soraia Tabaio e Teresa Mesquita exibem nesta exposição uma seleção de imagens do seu projeto fotográfico desenvolvido ao longo do último semestre da formação. Um olhar pessoal sobre um tema de escolha livre, dentro de diversas áreas da fotografia, como a arquitectura, o retrato ou o documentário.

quarta-feira, outubro 11

                     
"FOTOGRAFAR É DAR VIDA



Fotografar é dar Vida é um workshop de fotografia participativa, realizado na Guiné-Bissau, nas comunidades de Suzana e Varela, que culmina com uma exposição fotográfica itinerante. Está integrado no projeto “Anhacanau Adjanhau - A mulher líder na gestão comunitária dos serviços de saúde”, implementado pela ONG VIDA, cujo principal objetivo consiste na redução das taxas de mortalidade materno-infantil e na capacitação das mulheres para a participação comunitária na gestão financeira dos serviços de saúde.

Ao longo de três semanas, no mês de Junho de 2016, um grupo de vinte e oito mulheres guineenses de etnia felupe, mães e líderes, utilizaram a fotografia como forma de expressão e partilha das suas experiências, anseios e rotinas.

Através de uma metodologia participativa, designada Photovoice, as fotografias captadas foram lugar de partida para um debate comum e uma compreensão alargada sobre a perspetiva pessoal de cada uma destas mulheres e do grupo. O que é ser mulher felupe? O que significa ser mãe? Como se transmitem as tradições culturais? Como garantir uma maternidade saudável? São algumas das reflexões que surgem nos olhares destas fotógrafas. No final, somavam-se cinco mil fotografias. A partir destas, o grupo das mulheres selecionou as fotografias mais importantes e que as representam melhor – as 26 fotografias que originaram esta exposição.

terça-feira, maio 30



Movidos pela energia, e pelos estímulos, que as cidades do Porto e Lisboa lhes despertam, Rúben Mália e Tiago Lopes apresentam na exposição: "Don't Tell Them, Show Them", uma selecção de fotos realizadas ao longo dos últimos anos nas respectivas cidades.
Fotografam num estilo quase que impulsivo-obsessivo, e procuram sobretudo pessoas na sua condição mais espontânea. Buscam encontrar o "extraordinário no ordinário" nos nossos dias.