quinta-feira, março 22



MAVILDE GONÇALVES RAQUEL QUELHAS
PINTURA - CERÂMICA

PROJETO EX-MOVERE
PROJETAR, CRIAR… TRANSFORMAR
Onde a mudança não dá lugar à estagnação. Tudo se transforma. Uma linguagem abstrata e figurativa envolta nas nuances de um véu, perpetuada no movimento do corpo ativo, orgânico e ritmado.

À VOLTA DO VÉU
JACQUES LACAN, PSICANALISTA FRANCÊS, AFIRMOU: «NA FRENTE DO VÉU PINTA-SE A AUSÊNCIA». A AUSÊNCIA DO CORPO, DO TOQUE, DA MATÉRIA. NÃO DOS SENTIDOS E DAS EMOÇÕES. PINTA-SE E ESCULPE-SE O DESEJO, O TEMPO, A AFIRMAÇÃO DO SER. DO SER FEMININO, INSUBMISSO, COSTELA DE NINGUÉM. ÚNICO, SEXUADO, ASSEXUADO, GRÁVIDO DE FEMININO E MASCULINO. SOMOS TODOS HUMANOS. NA FRENTE DO VÉU DESNUDA-SE O SER. EXPRESSA-SE O SENTIR, PROLONGA-SE O MOVIMENTO DO CORPO EXPANDINDO-O NO ESPAÇO. LIBERTAÇÃO. CONQUISTA-SE A VIDA, EM CONSTANTE MUTAÇÃO, RECRIANDO E TRANSFORMANDO A FORMA NA MATÉRIA. CUBRO E DESCUBRO O IMAGINÁVEL. EXPRESSO VIVÊNCIAS, TORNANDO-AS MINHAS.








Con_vento | Sete Pecados e 1/4 |

Pintura, Escultura, Literatura, Música, Teatro, Fotografia e Cinema


7 Artistas 
Arnaldo Macedo 
Adriana Henriques
João Marques  
Pedro Monteiro
Vladimiro Cruz
Bruno Cristóvão 
Fátima Encarnado

7 Pecados
Vaidade, Avareza, Luxúria, Inveja, Gula, Irá e Preguiça


Sabia que Saligia, era uma mnemónica do Sec.VII composta pelas primeiras letras de cada um dos 7 pecados mortais em Latim? 

Superbia, Avaritia, Luxuria, Invidia, Gula, Ira e Acedia. Pois bem, como sabemos o latim caiu em desuso e já não estamos no Sec. VII, logo, o que propomos é uma ida ao Con_vento para saber os pecados que lá vão dentro.
E dentro deste Con_vento a arte de pecar confessa-se cheia de cor às paredes brancas através da Pintura, assassina os votos de silêncio com notas de Música, toma forma e volume nas sombras de corpos nus através da Escultura, acende pagelas com orações de fazer corar as pedras do altar através da Literatura, rouba almas que o Diabo já mastigou através da Fotografia, faz preces aos prazeres do corpo através do Teatro e desafia a Paz dos anjos através do Cinema. A Sétima Arte, presente no Con_vento numa clara analogia á magia do número 7 que domina toda esta exposição colectiva.
Juntar estas expressões artísticas com a preguiça, a ira, a inveja, a avareza, a vaidade e a gula tornou-se num grande desafio quando a eleita deusa padroeira foi a Luxúria.
Todos os pecados fazem o hábito deste Con_vento, mas a Luxúria, a rainha de todos os pecados, a mãe dos prazeres da carne e do desejo, domina todos os outros e destaca-se pela ousadia omnipresente em todas as obras.
São 7 artistas, com abordagens diversas, com 'modus operandi' diferentes que fazem do Con_vento um convite ao crime do pecado.
Perdoai-lhes!
Nunca é Arte demais para quem peca, porque mais vale Arte que nunca!
Amém!





quarta-feira, fevereiro 14



A ideia e o seu suporte

Se o meio é a mensagem, Alexandre Rola é a cor das noites sem abrigo.
 Ao pintar cartões de papelão onde dormem pessoas que não tem casa, Alexandre Rola usou os suportes que se escondem na selva urbana e expô-los nas paredes mais nobres da cidade que é a galeria de arte.
Pintou os excluídos e exibiu os seus rostos. Mostrou os seus olhares. Precisamente aqueles olhares dos quais muitas vezes procuramos desviar pudicamente o nosso próprio olhar, mostrou-nos a noite e a miséria do vão de escada com a dignidade de um artista plástico que não se cala, não se conforma, não desiste.
O seu trabalho é fazer flagrantes gritos de alma com cartões que já embrulharam carne-viva, depois de terem embalado produtos de marca que a sociedade consome e deita ao lixo.
A obra de Alexandre Rola começa, por isso, na ideia genial do suporte de cartão. Prolonga-se depois nos traços grossos da sua fina sensibilidade e desagua na explosão de retratos que desafiam consciências.
Vi pela primeira vez os quadros de Alexandre Rola na Galeria do Clube Literário do Porto. Foi a minha filha Minês que me levou pela mão, surpreendendo-me com esta frase: Ò pai, tens mesmo que ver a força daquela ideia!
A ideia era a reciclagem de materiais deitados ao lixo em arte. Não apenas pela pintura, mas também pelo gesto. Adivinha-se na obra de Alexandre Rola o movimento dos pincéis. Percebe-se a dinâmica das cores. Entende-se a raiva, a fúria e a ternura,
Por isso gostaria de ver este artista num espaço de maior impacto cénico. Acho que a sua exposição deveria estar permanentemente no Banco de Portugal, no Ministério das Finanças ou em qualquer sítio onde se fale muito de dinheiro. Porque o papel de cartão dos sem abrigo é muitas vezes feito do mesmo material com que se produz o luxo e o lixo. São duas faces da mesma moeda. Duas realidades: A Fortuna e a exclusão. Que só a arte consegue sublimar sem demagogia.

Carlos Magno

quarta-feira, janeiro 3


"No encontro pictórico que se pre sente de um retirar no acrescentar de perspectivas da criação Nuno Gandra flui entre o branco e o negro, entre as palavras e os momentos que reflectem as pausas da humanidade eléctrica nele sugeridas pela cidade.

Momentos subtis de encontros e desencontros lavrados por entre sonhos de uma escrita particular em rasgos matéricos emocionais, éticos e estéticos, em oníricos estados de pensamento de lugar. Nesta terra que cultiva sobre os tons de um cinzento cor, a expressão em devaneios da obra que ama sem dor”

Filipe Garcia 2017

sábado, dezembro 9




Margens

As pontes atravessam as correntes. As águas seguem apressadas e descansam na ria. Tudo tem a ver em que margens os olhares se cruzam.
Perto ou longe, árvores respiram e as nervuras das folhas contam histórias que mudam todas as estações. Os seus troncos formam corpos que se debatem, desafiando os ventos.
Nas expressões diferentes, mas que tal como as pontes nos ligam, registamos em apontamentos de cor, dentro dos limites das formas, mas que pretendemos que nos levem a criar outras memórias, como quem faz anotações num bloco de notas para próximos projetos.





Amarmus é um projecto originado no trabalho anterior do autor, Etérium, onde Paulo Teixeira Lopes aborda, de forma filosófica e na visão do mesmo, relacionamentos afectivos e outros e como estes proporcionam evolução e alteração das condições de vida do ser humano.
É na Arte que o autor se sente à vontade para explorar questões controversas, abordando temas profundos e que, baseado na sua própria experiência vivêncial e de observador, de outra forma não passariam de meras palavras sujeitas a criticas cegas da sociedade. Nas artes plásticas Paulo Teixeira Lopes, explora através dos ritmos, da cor e da volumetria, técnicas de comunicação em que alia permanentemente outras áreas que dominem todo o panorama dos sentidos, recorrendo aos seus convidados que com ele embarcam de alma e coração nos seus projectos. Amarmus tenta desmontar o sentido do termo ‘amor’, nas suas vertentes sociais e culturais. Manifestando o objectivo de tocar profundamente as consciências individuais e colectivas, o artista obriga-nos a refletir e analisar em pormenor os nossos referenciais de forma a percebermos o caminho que tomamos e as decisões que nos definem.
É pois Amarmus, algo mais que somente artes plásticas, é a forma de comunicação abrangente que o meio artístico nos proporciona, afetando egos e proporcionando, segundo o autor, ‘um maior auto conhecimento e auto estima através do conhecimento melhorado do EU’. São as artes plásticas um meio de comunicar não só ideias, mas muito mais, completos estados de espírito que nos dão a sensação de ficar saciados e completos. Amarmus toca na ferida e provoca dor, mas num sentido de reconhecimento e cura, na delícia do sentir da arte de Paulo Teixeira Lopes.

terça-feira, outubro 31


Inaugura dia 04 Novembro às 17h30, na Galeria Geraldes da Silva. Exposição Trabalho Final 2017 reúne uma mostra do Trabalho Final de Curso de quinze formandos finalistas do Curso Profissional de Fotografia 2015-2017, do IPF Porto.

Autores: Adriana Silva, André Rolo, Barbara Almeida, Carla Silva, Hélder Oliveira, João Cabral, Joana Gonçalves, José Alves, Luís Vilaça, Nelson Pestana, Nuno Calisto, Pedro Malheiro, Rodrigo Delgado, Soraia Tabaio e Teresa Mesquita exibem nesta exposição uma seleção de imagens do seu projeto fotográfico desenvolvido ao longo do último semestre da formação. Um olhar pessoal sobre um tema de escolha livre, dentro de diversas áreas da fotografia, como a arquitectura, o retrato ou o documentário.

quarta-feira, outubro 11

                     
"FOTOGRAFAR É DAR VIDA



Fotografar é dar Vida é um workshop de fotografia participativa, realizado na Guiné-Bissau, nas comunidades de Suzana e Varela, que culmina com uma exposição fotográfica itinerante. Está integrado no projeto “Anhacanau Adjanhau - A mulher líder na gestão comunitária dos serviços de saúde”, implementado pela ONG VIDA, cujo principal objetivo consiste na redução das taxas de mortalidade materno-infantil e na capacitação das mulheres para a participação comunitária na gestão financeira dos serviços de saúde.

Ao longo de três semanas, no mês de Junho de 2016, um grupo de vinte e oito mulheres guineenses de etnia felupe, mães e líderes, utilizaram a fotografia como forma de expressão e partilha das suas experiências, anseios e rotinas.

Através de uma metodologia participativa, designada Photovoice, as fotografias captadas foram lugar de partida para um debate comum e uma compreensão alargada sobre a perspetiva pessoal de cada uma destas mulheres e do grupo. O que é ser mulher felupe? O que significa ser mãe? Como se transmitem as tradições culturais? Como garantir uma maternidade saudável? São algumas das reflexões que surgem nos olhares destas fotógrafas. No final, somavam-se cinco mil fotografias. A partir destas, o grupo das mulheres selecionou as fotografias mais importantes e que as representam melhor – as 26 fotografias que originaram esta exposição.